Em quais fontes o Yuka se baseia para analisar os aditivos?

Benoit
Atualizado em 17/4/26 por Benoit

A análise da nossa equipe científica é baseada nos trabalhos científicos relevantes para cada aditivo:

1) Os relatórios de especialistas, especialmente os da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos), da ANSES (Agência Nacional Francesa de Segurança Sanitária) e das agências da OMS (Organização Mundial da Saúde) — em particular, o JECFA (Comitê Misto FAO-OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares) e o CIRC (Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer).

2) Os estudos científicos independentes relevantes, classificados por nível de evidência: revisões sistemáticas e meta-análises são analisadas primeiro, seguidas de estudos de coorte, estudos caso-controle, estudos em animais e opiniões de especialistas. Apenas os estudos mais confiáveis são considerados. O Yuka utiliza o sistema de classificação Klimisch, referência em toxicologia, para avaliar a qualidade dos estudos experimentais.

A lista dos principais relatórios e estudos científicos está disponível aqui.

Após a análise dessas diferentes fontes científicas, cada aditivo recebe uma avaliação:

  • sem risco (indicador verde): nenhum impacto na pontuação;
  • risco limitado (indicador amarelo): -6 pontos por aditivo;
  • risco moderado (indicador laranja): -15 pontos por aditivo;
  • risco elevado (indicador vermelho): -30 pontos (com pontuação máxima de 49/100).

A descrição dos riscos potenciais associados a cada aditivo, bem como as fontes científicas correspondentes, são exibidas no aplicativo.

A quantidade esperada de um aditivo nos produtos alimentícios — geralmente baseada nas declarações dos fabricantes à EFSA — e a exposição da população a esse aditivo são levadas em conta. Alguns aditivos estão presentes em pequenas quantidades, mas aparecem em muitos produtos, resultando em uma exposição acumulada que pode se aproximar ou até ultrapassar os limites de segurança para certos grupos populacionais.

Embora os aditivos possam estar presentes nos alimentos em doses que atendem às normas vigentes e, portanto, consideradas seguras pelas autoridades de saúde, o Yuka aplica o princípio da precaução e alerta os consumidores sobre os riscos à saúde, mesmo que ainda sejam suspeitos.

O Yuka faz o possível para fornecer uma análise baseada no estado atual da ciência e para considerar os estudos científicos e as mudanças regulatórias mais recentes.

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